“SOMOS TODOS IGUAIS”

 

            Muito se tem falado a respeito dos cursos de Pós-graduação stricto sensu ministrados em países do Mercosul. Falam, com maior ênfase, daqueles ofertados legalmente na República do Paraguai. Poucos, porém, realmente conhecem a essência, a qualidade, os modelos e o compromisso acadêmico das instituições que oferecem tais programas. E oferecem de uma forma legal, amparados por Acordo Internacional, de que o Brasil é signatário, e que, por assim ser, adquire, segundo juristas, força de Lei.

 

            Nós, do IDEIA, como representantes no Brasil da Universidade Americana de Assunção e, sobretudo, como educadores, com considerável lastro de experiência acadêmica e de gestão, continuamos com a convicção plena de que o preconceito, conjugado com a submissão política de alguns profissionais e dirigentes a certos grupos conservadores de “mestres e doutores” é o que reveste a maioria dos pronunciamentos ou posicionamentos, que, sem conhecimento de causa, acabam confundindo e desinformando as pessoas.

 

            Nada temos em relação a esses “mestres e doutores” que, acreditamos, devem também ter obtido seus títulos meritoriamente. Ainda que, por vezes, sob o manto de privilégios diversos, como o afastamento institucional por vários anos para efetuarem seus estudos em países da Europa ou em outras nações ditas de vanguarda.

 

            É triste quando, em uma nação em desenvolvimento, educadores, mestres e doutores ou não, ao invés de se unirem em prol do fortalecimento comum e da superação das dificuldades sociais, se fragilizam em sórdidos embates políticos em benefício da manutenção de feudos. Certamente seria mais produtiva a união de esforços para a superação dos baixos índices de qualidade na Educação que, segundo o Relatório Anual de Monitoramento Global de Educação para Todos, da UNESCO, situa o Brasil atrás dos demais países do Mercosul. Inclusive do Paraguai.

 

            A nossa convicção também é de que tal preconceito se estende aos posicionamentos duvidosos, quanto à legitimidade e a competência, de certos órgãos brasileiros, cujas colocações não passam de posturas essencialmente políticas, além de conservadoras e preconceituosas.

 

            Será que, realmente, tais órgãos possuem poderes ou competências para avaliar e tecer comentários a respeito de cursos ministrados no Mercosul, se suas atuações devem se restringir ao território nacional ? Parece-nos mais um contínuo acesso de exorbitância de poder, com uma excessiva dose de conservadorismo e de elitismo de quem, de forma até mesmo retrógrada, e em plena época de globalização, insiste em acreditar que a competência acadêmica ainda está concentrada, apenas na Europa e nos Estados Unidos. Trata-se de uma visão ultrapassada.

 

            No caso da Universidade Americana, de Assunção, que honrosamente representamos, esta possui estrutura, projetos, títulos e condecorações diversas que muitas universidades que ministram cursos de Mestrados e Doutorados aqui no Brasil sequer possuem. Mas é como se os cursos de Mestrados e Doutorados no Brasil ofertados, mesmo que, algumas vezes, somente em finais de semana, ou modelados outras vezes para atender a interesses de grupos de dirigentes, detivessem mais qualidade do que os que são ministrados no Mercosul de forma legal e qualitativa, com corpo docente altamente qualificado e originário de diferentes países.

 

            Tal qualidade já foi inclusive constatada por representante da Fundação Getulio Vargas, quando da instalação dos serviços da mesma, em 2006, no Paraguai. Sim, porque a excelência da FGV também se encontra instalada em Assunção. À época, através de pesquisa, constatou-se que 79% dos alunos dos Mestrados e Doutorados destacavam os professores como de excelente nível. E mais, 70% classificaram os cursos como do mesmo nível do Brasil, sendo que 30% dos alunos os colocaram como superiores àqueles ministrados em nosso território.

 

            Permanecendo convictos de que temos a favor de todos nós a legislação, seguiremos firmes em nosso propósito, certos de que oferecemos uma relevante contribuição para a ampliação do cenário de mestres e doutores no Brasil, como, aliás, preconiza a LDB para algumas finalidades. E que, mesmo decorridos mais de 10 anos da citada lei, o país não criou, ainda, condições de atender a enorme demanda de profissionais que buscam a ampliação de suas competências, através de cursos de pós-graduação stricto sensu.

 

            Tudo o que foi acima exposto representa a visão institucional dos dirigentes do IDEIA, embasada na lei e em estudos e consultas efetuadas junto a profissionais especializados, isentos e realmente identificados com a presente causa. Sem romantismo, sem emoção, sem preconceito e sem qualquer revestimento político.

 

            E mais, sem qualquer dependência e submissão a grupos que parecem postular restrições a concessão de novas titulações de Mestres e Doutores.  A estes recomendamos: dispam-se de suas arrogâncias! Desçam de seus pedestais com bases carcomidas pelo nocivo ácido da vaidade e incorporem as vestes da humildade, independente de quaisquer títulos que possuam ou em que locais tenham sido os mesmos obtidos.

 

            Afinal, SOMOS TODOS IGUAIS, ainda que alguns julguem ser “mais iguais” do que os outros.

 

ideia@ideiaeduc.com.br

 

Valor do investimento                                                                                                                        Quero me matrícular

   Brazil

 

 
 

© Copyright 2008. Todos os direitos reservados.